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MUSEU DO PRADO VENCE BATALHA JUDICIAL E EVITA PERDER QUATRO OBRAS-PRIMAS

Christ Carrying the Cross-Bosch

Museu do Prado vence batalha judicial e evita perder quatro obras-primas

Realeza reinvidicava pinturas de Bosch, Tintoretto e van der Weyden

MADRI - O Museu do Prado venceu, nesta quarta-feira, uma batalha na Justiça contra o futuro Museu da Coleção Real, fque será inaugurado pela realeza espanhola este ano. A disputa se concentrava nos direitos sobre algumas das pinturas mais famosas da coleção: “O jardim das delícias terrenas” e "Os sete pecados capitais, de Hieronymus Bosch (1450-1516); "O lavatório de pés", de Tintoretto (1518-1594); e o painel "A deposição da cruz", de Rogier van der Weyden (1400-1464).
No acordo, assinado no Palácio Real na capital, os líderes do Prado e do Patrimônio Nacional, agência que administra todos os bens da realeza, concordaram que as quatro pinturas mais famosas do museu, inaugurado em 1819, irão permanecer por lá. Ficou acertado também que as duas instituições irão cooperar no futuro.
“A paz reina. Nada é mais forte que isso. Você pode dizer que é como um caso amoroso”, decretou José Pedro Pérez-Llorca, do conselho do Prado.

Detalhe de "O jardim das delícias", de Bosch - Reprodução
A disputa data de 2014, quando o Museu da Coleção Real reinvidicou a posse das pinturas. O pedido foi feito por José Rodríguez-Spiteri, ex-diplomata e presidente do Patrimonio Nacional.
As pinturas, que estão entre as mais importantes do Prado, foram transferidas há cerca de 80 anos do monastério real de San Lorenzo de El Escorial. A mudança foi feita por razões de segurança durante a Guerra Civil Espanhola.
A agência que administra os bens da realeza as pediu de volta para exibí-las no novo museu, que ainda não foi inaugurado. A estratégia de funcionários do Prado, que bloquearam o plano, deu certo e Rodríguez-Spiteri pediu demissão recenemente.

Detalhe do painel 'Deposição da cruz', de van der Weyden - Reprodução
Pérez-Llorca, presidente do Prado, afirmou que a chave para a resolução da querela foi a nomeação de um novo diretor para o Patrimônio Nacional, Alfredo Pérez de Armiñan. Ele também disse que as duas instituições já discutem novos projetos e devem cooperar e organizar mostras internacionais da arte espanhola.

Fonte:http://oglobo.globo.com/cultura/artes-visuais/museu-do-prado-vence-batalha-judicial-evita-perder-quatro-obras-primas-18319561#ixzz3ulrA323j 


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Detalhe de 'O lavatório de pés', de Tintoretto Foto: Reprodução



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